pixel
pixel
  
pixel
  O que é o CQuali Leite?
  Legislação
  Fiscalização
 Ministério da Justiça
 Anvisa
 Ministério da Agricultura
  Informações Gerais
 Alimentação saudável
 Composição química do leite
 Conheça as distinções
 Doenças transmitidas
 NBCAL
  Direitos do Consumidor
pixel
pixel
pixel
pixel
pixel
pixel
pixel
pixel
Cquali Leite » Informações Gerais  »  Doenças transmitidas
pixel
pixel

Doenças transmitidas

O leite é um produto altamente perecível e com condições ideais para a multiplicação de microorganismos. Caso o seu processo de produção, transporte e comercialização não respeitar normas de higiene e refrigeração o leite pode sofrer contaminação por microrganismos patogênicos, representando um fator de risco para a população que o consome.

Entre as doenças de origem alimentar transmitidas pelo leite e seus derivados, podem ser citados:

  • intoxicação alimentar, causada pela ingestão de produtos que contêm toxinas microbianas, produzidas durante a proliferação de microrganismos patogênicos
  • infecção alimentar, causadas pela ingestão de alimentos contendo microrganismos patogênicos, que invadem a mucosa intestinal e penetram nos tecidos ou, produzem toxinas que alteram o funcionamento das células do trato gastrointestinal.

1. Intoxicação alimentar estafilocócica.
Geralmente os alimentos são contaminados por pessoas que os manuseiam e, se forem mantidos por várias horas à temperatura ambiente ou forem colocados em grandes recipientes, podem favorecer o Staphylococcus Aureus a produzir enterotoxinas resistentes ao calor, responsáveis pelas intoxicações humanas. A enfermidade tem um começo brusco com náuseas, salivação excessiva, vômitos, diarréia, desidratação, transpiração, debilidade, prostração, ausência de febre, com duração de 1 a 2 dias. Dos diversos alimentos apontados como fontes de enterotoxinas estafilocócicas para humanos, o leite e derivados são identificados como causadores de surtos. Daí a importância de seu armazenamento em temperaturas menores de 10º C. As temperaturas de pasteurização causam total eliminação do Staphylococcus Aureus, sendo considerada a principal forma de controle. Porém as toxinas de S. aureus, previamente produzidas no leite, não são destruídas por processos térmicos.

2. Salmonelose
As salmonelas são motivo de preocupação à saúde pública, devido a sua capacidade de produzir infecções que variam, desde gastrenterites, a infecções sérias como septicemia, infecções localizadas, febre tifóide e paratifóide. O leite é o segundo maior veiculador das febres tifóide e paratifóide, atrás apenas da água. As Salmonellas typhi e S. paratyphi se multiplicam no leite em temperatura ambiente. Em crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas, a salmonelose pode apresentar um quadro grave e, inclusive, levar à morte. Entre os alimentos mais implicados em surtos de salmonelose em humanos, destacam-se carnes, ovos, e leite. A presença desse microrganismo no ambiente e em outros reservatórios dificulta ainda mais o seu controle. Por isso, a pasteurização do leite é a única medida de controle que elimina completamente o problema do leite e derivados.
 
3. Campilobacteriose
A campilobacteriose é uma importante causa de infecções gástricas crônicas, enterocolite e septicemia no homem. O leite cru é a principal causa associada a surtos de campilobacteriose nos homens. Diarréia, dor abdominal, febre, anorexia, mal-estar, cefalalgia, mialgia, náuseas, vômitos e artralgias são os sinais e sintomas mais comuns, sendo a duração de 1 a 5 dias. A pasteurização e a prevenção de contaminação após esse processo são as principais formas de controle do problema.

4. Colibacilose
A Escherichia Coli é um microrganismo da microbiota normal do trato gastrintestinal do homem e dos animais. Portanto, quando não ocorre obtenção higiênica do leite este microrganismo pode ser veiculado para o produto mediante contaminação por fezes de homens ou bovinos infectados. As crianças são as mais susceptíveis a diarréias por E. coli.  Como os animais podem não apresentar nenhum sintoma, transformando-se em possível reservatório da E. coli , a única medida de controle eficaz é a pasteurização do leite e derivados antes do consumo, assim como o cuidado para evitar a sua contaminação após a pasteurização.

5. Tuberculose
A tuberculose bovina é causada pelo Mycobacterium bovis, que pode ser transmitido ao homem. O leite cru de origem de animais tuberculosos é uma das possíveis fontes de transmissão do Mycobacterium do bovino ao homem. A única medida eficaz para garantir a segurança do leite e derivados é a pasteurização, que elimina totalmente o Mycobacterium.

6. Brucelose
As principais fontes de Brucella ao ser humano são placentas, fetos abortados, secreções vaginais, tecidos, sangue e leite de animais infectados. Animais portadores da doença sem sintomas aparentes também podem eliminar Brucella pelo leite.  Os sinais e sintomas no homem possuem um início insidioso com febre, calafrios, transpiração, insônia, astenia, mal-estar, cefalalgia, mialgias e artralgias, perda de peso e anorexia. As Brucelas apresentam elevada capacidade de sobrevivência no leite cru e derivados e só a pasteurização destrói completamente os microrganismos.

7. Listeriose
Os principais sinais e sintomas são: febre, cefalalgia, náuseas, vômitos, monocitose, meningite, septicemia, abortos, lesões externas ou internas localizadas e faringite. Apesar de ser pouco comum, a Listeriose é de grande risco à saúde pública devido ao grau de severidade das seqüelas e alta taxa de percentagem de casos fatais que promove em populações de risco, como recém-nascidos, gestantes e idosos. A disseminação da Listeria monocytogenes é determinada principalmente pelo consumo de leite não pasteurizado e derivados além da contaminação de alimentos, decorrente de falhas no processo higiênico durante a produção.

8. Yersiniose
Dor abdominal severa, febre, diarréia, dor de cabeça e vômitos, são alguns dos sintomas principais desta doença nos seres humanos: A principal fonte de Yersinia enterocolitica no leite e derivados é a contaminação pós-pasteurização, já que o microrganismo não sobrevive nas temperaturas de pasteurização.

9. Estreptococoses
O leite cru pode ser uma fonte de infecção de estreptococos para o ser humano, entre eles S. zooepidemicus A estreptococose pode produzir febre, calafrios e em alguns casos, pneumonia, endocardite, meningite, pericardite, dores abdominais e glomerulonefrite em seres humanos.

Portanto, considerando as doenças citadas notamos a necessidade em se observar a procedência do produto que consumimos. O leite comercializado clandestinamente não é submetido ao processo de pasteurização, que garante que os microorganismos patogênicos sejam eliminados. A comercialização deste produto é realizada em vasilhames inadequados, e sem refrigeração adequada, o que influencia decisivamente a proliferação de bactérias tornando este produto um risco iminente à saúde da população que o consome.

Bibliografia consultada

BADINI, K.B.; NADER FILHO, A.; AMARAL, L.A.;GERMANO, P.M.L. Risco à saúde representado pelo consumo de leite cru comercializado clandestinamente. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 30, p. 549-552, 1996.
BRYAN, F. L. Diseases transmitted by foods: a Classification and Summary. 2. ed. Atlanta: Centros para el Control de Enfermedades de EUA-HHS Publ (CDC), 1982.
FORSYTHE, STEPHEN J. Microbiologia da Segurança Alimentar, ed. Artmed, 2002, 424p.

 

pixel
pixel
pixel
pixel
pixel
pixel
pixel
pixel
pixel
pixel
Retorna Sobe

 2008 - CQuali - Qualidade do Leite
Todos os direitos reservados